Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012


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publicado por arsis às 23:00 | Link do post | Comentar

3 comentários:
De Til a 17 de Dezembro de 2012 às 16:24
Falemos do concerto de Natal nos Jerónimos. Tudo o que disser será sempre num sentido construtivo e, convenhamos, não passa apenas de uma opinião no meio de tantas outras.
A primeira questão que quero colocar-vos tem a ver com o espaço onde cantam. O vosso coral não deveria, doravante, descurar isso. Por muito aliciante que seja ser convidado para cantar na igreja dos Jerónimos, é necessário ter consciência de que o número de elementos e a vossa massa vocal não é suficiente para preencher aquele espaço. Numa igreja assim, só um coral de muitas dezenas de vozes e, mesmo assim com adequada captação de som, poderia ser ali ouvido convenientemente. As vossas vozes eram sorvidas pela altura da nave, pelas capelas laterais e, parece-me, sobretudo, pela enorme e vazia capela-mor atrás de vós. A tal ponto que, nalguns momentos, pareciam estar a cantar em diferido: as vossas bocas abriam-se para cantar, mas o som só chegava depois. Nalgumas peças interroguei-me mesmo se todos os naipes estariam a cantar… Daí que só se tenham ouvido melhor as peças em que o director pediu para que avançassem para o cruzeiro, abandonando a grande caixa dispersora do som que era a capela-mor. Por isso, a peça com mais qualidade sonora foi, sem dúvida, a bonita peça alentejana cantada pelas vozes femininas.
A segunda questão diz respeito ao que me parece ser o pouco aproveitamento das vossas vozes. A impressão é de que cantam a medo, sem arriscarem nunca sair de um tom mediano que dá para abafar algumas inconsistências. O som que chega aos nossos ouvidos é baço, sem brilho e sem expressão. Os cambiantes da interpretação (os pianos, os fortes, o recolhimento e a força, etc.), se os houve, passaram despercebidos e pareceu que tudo foi cantado de modo igual. A não ser uma aceleração demasiada numa das peças…
E tudo isso se paga muito caro quando se optam por peças que vivem do diálogo das vozes, em que os naipes entram em tempos diferentes e é desse diálogo que nasce a beleza do conjunto. Perdendo-se isso, quer pela dispersão do som, pelo pouco volume e pouco brilho das vozes ou pela falta de expressividade da interpretação, o que se ouve é apenas uma mistura confusa, em que parece que o coro está continuamente a enganar-se e a entrar fora de tempo.
Depois, as vossas caras não revelam qualquer prazer em cantar. Antes pelo contrário. E, se por vezes, parecem revelar alguma energia inicial, na repetição das estrofes ou do refrão revelam tal cansaço que quase parece que estão a “baixar”. Também me pareceram demasiado “pegados” às partituras. Alguns de vós poucas vezes olharam para o director…
Acredito que devem ter cantado melhor do que pareceu, mas só posso falar do que ouvi…
Lamento se a minha opinião vos parecer dura, mas acho que, de vez em quando, nos deve ser dita a verdade, camuflada, muitas vezes, no final dos concertos, por palmas simpáticas, mas acríticas.


De Rita Abrunhosa a 21 de Dezembro de 2012 às 17:22
Boa tarde.

Em meu nome, venho agradecer-lhe o seu comentário.

É sempre bom ter ouvidos e olhos, exteriores a mim, com disponibilidade para contar o que foi percepcionado.

Procurarei retirar o máximo valor do seu comentário.

Boas Festas


De MCA a 4 de Janeiro de 2013 às 11:57
Caro (ou cara) Til, começo por agradecer o seu comentário. Como coralista do Arsis sinto que as suas observações são muito bem vindas. Quero dizer-lhe que este seu comentário foi amplamente discutido entre nós e o sentimento geral é que o Til tem razão. Muito do que diz já tem sido notado por nós em outras ocasiões mas dito por alguém de fora do coro tem outra relevância. Obrigada, mais uma vez, e espero que não desista de ir aos nossos concertos e de fazer as suas apreciações.


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